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Sábado, Novembro 12, 2011

promessa cumprida ... e assim se fez!!!


pra comemorar e divulgar é a postagem de hoje. pra homenagear e glorificar o progressivo amadurecimento da melhor geração do rock inglês/mundial/planetário.

de onde eles vêm??? ou, o sabbath é um enigma.

tenho não mais que 45 minutos para escrever este texto. dias atribulados estes recentes, mas não dava pra deixar passar. em relação à banda desse final de ano, que eu já revelei aqui, sem enrolar, o black sabbath, sempre me faz pensar em docilidade, apesar de tudo.

formada em transe pelos cânones das raízes do rock, daquele e de todos continentes, o sabbath é sobrenatural, seguiu, e agora nos honra com a mesma personalidade, e as mesmas marcas deixadas para nos alimentar.

uma banda do reino unido - nem dava pra ser diferente - uma banda que parece compatível com uma história normalzinha, que conta venturas de desventuras de reis e rainhas. gostaria de poder dar ênfase a esse contraste: entre inventário histórico/geográfico e pulsões estéticas. lugar/gente vs música.
a idéia era dar seqüência a uma provável série de bandas deslocadas em seu ambiente natural. tomando ambiente como algo que aprendemos a identificar. como a inglaterra dos beatles ou da rainha elizabeth I.

o legal é que as bandas inglesas são todas bem singulares, porque sua cultura é exatamente uma - pomposa - conjugação intrigante de sotaque, postura, impetuosidade, contradição, grandiosidade.

ela voltou. prometeu e voltou. original, sem retalhos, inteira. e o meu coração explode!!!

leia aqui e aqui

enquanto espero, ouço aqui.

é isso.

requeri/regina claudia

Sexta-feira, Novembro 11, 2011

11 - 11 - 11

o black sabbath faz mistério no site anunciando novidades por conta do dia 11 - 11 - 11.
alguma surpresa está por vir, e tony iommi alimenta a imaginação dos fãs dando a entender que o black sabbath poderia voltar.
"há uma grande possibilidade do sabbath voltar." disse o ozzy osbourne.
até agora - 13h07 - nada aconteceu. o silêncio é ensurdecedor. o site está imóvel veja ... leia mais.

enquanto espero, ouço aqui.

é isso.

requeri/regina claudia

Domingo, Outubro 02, 2011

maná, drama y luz, novo álbum



- somos maná, de la tierra del tequila y el mariachi!!! -
guadalajara, méxico
alex gonzález - bateria
fher olvera - vocal, guitarra acústica, rhythm guitar
juan calleros - baixo
sergio vallín - guitarra elétrica

mais de duas décadas de rock credenciam a banda mexicana maná, a encarar, na noite de sábado, 1 de outubro, a penúltima noite da quarta edição daquele festival que se diz do rock, realizado em terras brasileiras.
fernando olvera e seus companheiros dominaram o palco bem iluminado, e o rock romântico da banda soou forte.
o público dançou, cantou junto e fez ecoar a sonoridade repetitiva das respostas aos chamados simpáticos de fher olvera.

um enorme prazer foi assistir, ao vivo, fher olvera se descabelar ao som de latinoamerica e clavado en un bar, ou se acalmar cantando corazón espinado, composição de fher em parceria com carlos santana, acompanhado pela guitarra de andreas kisser, e a minha preferida, en el muelle de san blas/no cais de san blas, uma lenda mexicana que conta a história de uma mulher que esperou por anos a volta de seu amor que partiu do muelle de san blas. ela esperou sozinha, se apaixonou pelo mar, envelheceu, foi tratada como louca, seu corpo criou raízes no cais, e ela ficou lá, pra sempre, esperando, sozinha, e seu amor nunca mais voltou.

o maná subiu ao palco para apresentar canções do álbum drama y luz/início de 2011.
drama y luz será um bálsamo pessoal para fher olvera, que nos últimos anos enfrentou graves perdas pessoais que, de uma forma ou de outra, acabaram refletidas no disco.
drama y luz despertou muita ilusão nos milhões de fãs da banda por todo o mundo.

fazia muito tempo que uma banda permanecia em silêncio para, em seguida, chegar ao topo das listas, inclusive na espanha.
a banda apresentou o álbum em março, seu primeiro trabalho desde 2006.
apesar da afirmação de fher olvera, sobre o maná ter o hábito de criar seus discos lentamente, no mínimo 3 anos de dedicação a cada trabalho, drama y luz demorou mais tempo devido aos problemas enfrentados por ele no último anos. seus companheiros da banda reafirmaram que só retomoram as gravações, após fher olvera se refazer. o próprio fher olvera assegura que teve que se recompor, após os problemas pessoais muito complicados que enfrentou, para dar forma ao material.



o maná reinventa seu som.
drama y luz, é um disco de dupla leitura.
disse fher olvera, sobre drama y luz: “tiene mucho que ver con mi vida. al mes y medio del deceso de mi madre, sucedió el de mi hermana, de cáncer. eso dio pie para que el disco tomara ese rumbo: de que, suceda lo que suceda, al final del día hay luz”.
o artista completa dizendo que no disco “hay un tema que le escribí a mi madre, que se llama Vuela libre paloma, que le da también el arte al disco, pero es un tema escrito para toda la gente que tiene una pérdida y una esperanza”.
han bajado mucho las ventas y es una situación mundial, sin embargo nosotros - y yo por mi hijo - seguimos haciendo los álbumes como antes, con el mismo presupuesto y cariño, no obstante que los negocios estén mal”.

em que pesem as dificuldades que existem atualmente na industria discográfica, fher confia no êxito de drama y luz. por certo!!!

fher olvera gosta de cantar rayando el sol, vivir sin aire.
as músicas de outros tempos, ele gosta de apresentar em versões diferentes da original. isso o maná aprendeu com carlos santana. a música recebe outro toque, é lida sob outra perspectiva.

a diferença entre outros artistas, e o vocalista do maná, é que ele não tem medo de escutar seus próprios discos.
ele reconhece que muitas vezes a banda faz isso de forma involuntária: “aunque no queramos, los escuchamos! vamos a bares en argentina, brasil, españa, y la gente nos pone la música (risas). es para decir: ‘por favor, ya pongan otra cosa!’ y nos la ponen en el hotel, la gente lo hace de buena onda, pero no manchen (risas)”.

são oito discos de estúdio, mais de 20 milhões de cópias vendidas.
ontem no palco brasileiro, com clavado en un bar, canção do álbum sueños líquidos, o maná deixou o palco e uma plateia satisfeita.

pra quem não sabe, um dos talentos do maná - de la tierra de tequila y de mariachi - é o ritmo preciso e inspirado da bateria de alex gonzalez, um cara energizante, seus olhos brilham, sua alegria transcende, sua competência é indiscutível. ele é fera toca em pé, sentado, de costas ... demais!!!

como se não bastasse todo talento fher olvera tem um filho, dalí, que nasceu em 20 de julho de 2007 em guadalajara, e que foi batizado em honra ao pintor catalão.
por outro lado, é sabido que o maná cultiva uma parceria com a fundação chico mendes.
por esse caminho, faz alguns meses, a banda fez o lançamento de um livro sobre ecología, para introduzir nas escolas primárias de todo méxico. o projeto, encontrou muitos obstáculos, como confessa fher olvera: “es un poco burocrático y eso es triste. pero se sigue trabajando en programas pilotos en la costa de oaxaca”.
o intérprete de cayó mi nave - faixa número seis dó álbum maná/1987 - explicou que “es complicado porque hay que cambiar a cientos de miles de maestros e instruirlos, necesitamos la colaboración de la sep, del sindicato de maestros y no es fácil. pero nosotros seguimos insistiendo al presidente de la república de que va ser un gol de media cancha meterles la materia de ecología a los chavos de primaria porque si no hay ecología, no hay geografía”.

Terça-feira, Setembro 27, 2011

leon russell e elton john

video de apresentação







t bone burnett, elton john, leon russell







impressionam-me os artistas que de tão evoluídos parecem captar uma beleza e transmitir um domínio novo, quase automático.

as teclas rock dos pianos cortam, como o mais rigoroso inverno, através dessa união que aparenta ter sido criada, de propósito, pra me confundir.
vocais e sons extraídos de dois dos mais especiais pianos do rock'n roll, reinventam a catarse que lembra o som da liberdade.
fica difícil imaginar como um acontecimento feito esse, que por acaso é certeiramente batizado de the union, nasce ... mas ele nasceu.
os sonoros toques, que surgem com a função de me recompensar por tanta dedicação, conseguem me fazer crer em puro ilusionismo.
aliás, como nasce uma ilusão???
alivia perceber que não é ilusão.
como não pensaram nisso antes???
ainda bem que não pensaram nisso antes.
hoje não existiria o tesão pelo ineditismo genial.

elton john e leon russell são obra dos fantasmas elaborando o que há de invisível, ainda, na música pop. são obra real, de fantasmas reais, em seus próprios pianos, e isso me deixa maluca, porque antes era inimaginável ocuparem, juntos, um só espaço.


the union, impecável, produzido por t bone burnett, é mais um bicho dessa espécie musical misteriosa, que faz do mistério das origens e destinos da música rockeira, o principal encanto do que já ouvimos outrora, na união, por exemplo, de elton john com billy joel.
the union, a união musical, e isso é o que importa, existe para que, pelo menos, quem sonhou que ela assistisse sem obstáculos.
mas, quem sonhou com isso???






não havia nem um aceno de que ela pudesse acontecer. e isso é o que a torna um símbolo da extrapolação musical, transformando as minhas experiências e os meus conceitos mais íntimos sobre a música rockeira. essa união amplifica tudo o que me cerca mais rotineiramente, mais ou menos assim, sem limite, não há mais limite, não há mais obstáculo.

ouça the union

lawton/oklahoma nos deu leon russell/claude russell bridges, london/england nos deu sir elton john/reginald kenneth dwight mantendo a tradição de um cancioneiro sólido, fincado sobre raízes diversas muito consistentes e, ao mesmo tempo, antenado, visualizador, como é possível definir o rock estadunidense e inglês.

leon russell e elton john, não sei o que eles fazem direito, fora a música, mas sei que eles não são como eu, como você.
trata-se da possibilidade de qualquer gênio poder existir como tal, em sua amplitude, em sua plenitude ... humana.

música é tudo, rock'n roll é mais.

é isso.

 
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