visite outros bloggs requeri: assadeira manga chupada

domingo, março 02, 2008

entrelaçados, a música e o cinema judaico



um cartaz do festival de cinema judaico de são paulo

povos musicais, como o judeu, encantam a minha vida.
povos que produzem música na diáspora, ou não,
povos que produzem cinema.
não existe cinema ruim. ruim é não produzir cinema.

o cinema e a música judaica só incomodam quando me dou conta de que, ambos, escapam à minha capacidade do saber absoluto mais do que sinto em relação a outras formas de cultura que alimentam meu espírito. pareço incapaz. só me consolam os momentos em que eles, cinema e música, me envolvem, enquanto os assisto ou escuto, pois, esqueço a frustração de não saber tudo, mormente sobre a música judaica, que é uma das mais ricas do planeta.
o hassidismo ou chassidismo, a chassidut, é um movimento cultural e religioso - fundado por rabi israel ben eliezer, ou baal shem tov, ou besht - desenvolvido entre os judeus poloneses e silesianos no século XVIII, após a época rabínica das antigas babilônia e judéia. possue intensas raízes místicas e piedosas, destaca a virtude de servir o senhor com alegría e música e é a corrente religiosa, que mais impactou o judaísmo.
as canções hassídicas são deliciosas e alegres, especialmente as de ben zion shenker que,
aqui, clicando no nome do cd pode-se conhecer, através de um trechinho de cada música.

no filme fiddler on the roof, desta feita, traduzido ao pé da letra ficou igual, violinista no telhado, a cena que mais me comove é the bottle dance ou, a dança das garrafas dos hassídicos, no dia do casamento, digna de ser vista infinitas vezes com direito a arrepiar, a rir e a chorar de emoção. na mesma cena, os noivos, sentados nas cadeiras são erguidos pelos convivas, numa tradicional manifestação de alegria.
o musical fiddler on the roof, aos meus ouvidos, jamais foi superado ...






como ninguém é de ferro, não pude deixar de recolher uma gracinha criada para alegrar, ainda mais, a música do violinista.

um dos maiores representantes da música hassídica moderna é matisyahu
, matthew paul miller, judeu dos eua do ramo chabad-lubavitch do hassidismo que, apesar da tendência musical voltada para o reggae e pro hip hop, não foge à virtude do movimento e usa sua música, que pode ser ouvida aqui, para falar das coisas positivas da torá e de sua relação com d'us. adoro!!!

pensar em cinema judaico salta-me aos olhos amos gitai diretor do
esther de 1985 e do alila de 2003. pensar em cinema judaico lembra o festival de cinema de são paulo realizado, anualmente, na hebraica.
a trilha deste ano bissexto, nos leva ao de número 12.
mas o que há nele, além da mostra competitiva? o propósito de proporcionar o mais amplo espectro da produção contemporânea com temática judaica.
ao lado de filmes organicamente robustos e predispostos a agradar e vencer, competem algumas produções de caráter particular, intimista – mas todas elas mantêm o compromisso do esforço em registrar a atmosfera cambiante das modernas sociedades judaicas espalhadas pelo mundo. assistimos, sempre, o dinamismo da vida judaica contemporânea em israel e na diáspora.
a proverbial ligação dos judeus com a música e a confluência dessas tradições com outras culturas, sempre renderam ótimas produções cinematográficas.
fora ou dentro da mostra, o que resulta da minha cuidadosa, porém, não completa desorganização tática são obras como fiddler on the roof, exodus, train de vie, yentl, the schindler's list, the pianist, keeping the faith, the governess, quando meus pais sairam de férias, o judeu, do diretor
jom tob azulay e os filmes de mel brooks e woody allen que retratam o humor sarcástico e inteligente do judeu que, além de se divertir com a música, diverte-se com as próprias fraquezas ...
farejar cinema judaico ou que envolva temas judaicos é uma das minhas mais antigas e compulsivas perversões.



2 comentários:

Isa disse...

Deu bem para ver sua paixão pela cultura Judaica, que bacana!
Quando gostamos de algo, não dá mesmo pra ficar sem pesquisar tudo o que pudermos sobre o tema.
Sabe, eu até gosto de competições. Na ânsia de escolher "um lado" para torcer, a pessoa acaba conhecendo todos os outros.
Um festival, uma mostra, é sempre uma boa sacada para se divulgar trabalhos.
Ah! (Imagino que já, mas...) Já escutou "Fortuna", uma cantora brasileira, mas que tem origem Judaica? Suas músicas são belíssimas!

Beijos!!

requeri disse...

nem se trata de, simplesmente, pesquisar alguma coisa da qual gosto. vivo, intensamente, a cultura judaica faz uns 30 anos.
a música hassidica eu conheço faz muito tempo.
já ouvi e não gosto da fortuna. gosto de ben zion shenker, acima de todos e de matisyahu dentre outros da nova geração dos hassidicos.
quanto ao cinema judaico, ou que aluda ao judaismo gosto desde sempre. além disso, sou apaixonada por cinema.
uma mostra de cinema, como a mostra de cinema judaico de são paulo ou mesmo a mostra internacional de cinema de são paulo, que ocorrem todos os anos, não são vistas, por mim e pela grande maioria dos espectadores que as freqüentam, como uma competição, ou seja, elas têm, como objetivo maior, mostrar os filmes. há quem vença, como no festival de cannes ou na berlinale e quem vence é premiado ... mas a intenção do público é ver os filmes, muito mais do que qualquer outra coisa. a cada sessão temos o direito de votar neles, o que é uma conseqüência, pois, o que interessa é assistir.

obrigada pela visita. beijo.

 
Template by Mara*
requeri/2010