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quarta-feira, junho 11, 2008

randy newman, rock'n roll e cinema

senta, que lá vem a estória de música e cinema.

indispensáveis serão os click ... click em maroon.

lá pelos idos do mês cinco, quando aportaram por este blog os supersession mans, dr john, al kooper, leon russel ... ao randy newman estava reservada menção especial, pela diversidade do seu trabalho. o
post de hoje é dele, um dos ítens mais relevantes na composição do manual de instruções que acompanha a dona deste blog desde 1988, desde que a canção falling in love, do álbum land of dreams que recebeu a contribuição de, jeff lynne, mark knopfler e tom petty, entrou no meu repertório.


ouçam como me seduziu este sorriso musical manifestado pela voz inconfundível e pelo som de piano rasgado que invade qualquer espaço ...
falling in love.

o trabalho do cara é extenso e intenso e, catalogado entre os meus álbuns mais incríveis do pop mundo da música rockeira, little criminals, de 1977, quando colocado na vitrola, não carece pular faixa alguma, todas as doze incríveis canções são perfeitamente alinhadas, correspondentes, seqüenciais ... randy newman, the supersession man, é quem as assina, canta e acompanha ao piano. ouçam a
short people ou a jollie coppers on parade.
mordaz como nos álbuns little criminals de 1977 e born again de 1979, talvez randy newman seja quem realizou com mais eficiência, a crônica ideal da vida nos eua no final do século passado. a era do
rock'n roll seria diferente desprovida disto.
em 1995 o musical, faust, assim como o incrível álbum da
trilha sonora original do espetáculo, randy newman's faust, interpretado por alguns astros musicais ... james taylor, don henley, elton john, linda ronstadt, bonnie raitt e o próprio newman vêm a público e a revista time, mui apropriadamente, incluiu em sua lista das 10 melhores produções teatrais do ano.

de todas as minhas compulsividades musicais, a mais publicada é aquela que trata de soundtracks, bandas sonoras, trilhas sonoras, música e som de filmes.
quem me conhece sabe ... coleciono trilhas incidentais do cinema e não levanto da poltrona ou não desligo o dvd sem antes conferir todos os créditos e, por fim, devorar o que se apresenta como a descrição das músicas tocadas durante o filme, as source music diegéticas ou não diegéticas, ou seja, ouvidas também, ou não, pelas personagens.

volto ao randy newman que já venceu prêmios grammy e emmy, foi indicado ao oscar mais de uma dezena de vezes e nasceu em la, sob a estirpe de músicos célebres.
alfred, que compôs a música do anastacia, de 1956, e lionel newman, seus tios, foram compositores lendários do cinema.
na ucla - university of california, los angeles - enquanto cursava a faculdade de música, gravou seu primeiro single, golden gridiron boy, em 1963, compôs sua primeira trilha para a tv, the many loves of dobie gillis, tornou-se músico contratado da metric music, com um salário de US$ 100 por semana e ouviu suas primeiras canções interpretadas por outros artistas, they tell me it's summer, pelo the fleetwoods, e somebody's waiting, por gene mcdaniels.
em 1999 a história do oscar foi acrescida de uma anotação importante, quando randy newman recebeu três indicações ao prêmio da academia por seu trabalho em três filmes diferentes:
pleasantville, na categoria melhor trilha dramática original, a bug's life, indicado como melhor trilha original de comédia e pela canção de pig in the city, that'll do, interpretada por peter gabriel e indicada na categoria de melhor canção original.

seu caso de amor com a disney/pixar é célebre e enriquecida, principalmente, com as experiências de indicações ao oscar. a reedição de sua parceria com john lasseter, produtor executivo da empresa e sua equipe de criação em toy story 2, levou randy newman ao banco dos acamedy awards, com a indicação ao prêmio pela canção
when she loved me.

para aprimorar sua
discografia, em 1999, guilty - 30 years of randy newman - uma caixa com quatro cds cobrindo toda sua prodigiosa carreira foi recebido com alegria e, seguido pelo bad love, seu primeiro álbum de canções originais desde faust, completou a festa dos fãs, temerosos de que ele os deixasse na mão para dedicar-se única e exclusivamente a trilhas para cinema.
o álbum de
ragtime, um milos forman de 1982 foi seu primeiro trabalho de sucesso para o cinema e valeu a indicado ao grammy.
a faixa one more hour foi a primeira canção de randy newman a ser indicada ao oscar. é sua a trilha de the natural premiada com um grammy e lhe trouxe mais uma indicação ao oscar.
os fãs de cinema já acostumados com ele, ouviram entusiasmados as canções para o longa three amigos, um john landis de 1987, uma feliz enxerto da história do rock fora da lei para cinema.

ainda suas são as músicas para:

parenthood; home on the range, de 2005; awakenings; avalon cuja trilha lhe trouxe mais uma indicação ao oscar; the paper; maverick, um 1994; michael, um nora ephron de 1996, cuja soundtrack alegra meus ouvidos; cats dont dance; james and the giant peach; monstros s.a.; cars ...

em 1996, randy newman recebeu da american society of composers, o primeiro henry mancini award pelo conjunto de suas trilhas de cinema.
no momento ele está sendo aguardado com as canções de a princesa e o sapo de lançamento previsto para 2009.


per omnia saecula saeculorum ...

por tudo, randy newman é parte fundamental de metade do meu cérebro.

2 comentários:

Tereara disse...

Excelente post!
Gosto como trata os assuntos relacionados ao cinema, sempre com muito detalhes e informações.
Obrigada pela visita ao Eu Cometa, agradeço pelas palavras gentis.

Tereara disse...

Eu de novo...
Coloquei um link ok?
abração

 
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