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quarta-feira, junho 25, 2008

tubular bells, mais uma história do rock

a cada badalada dos sinos tubulares, click ... click em hot pink 3, medium sea green e dark goldenrod.
certa vez, o tubular bells - clipe com a voz do mestre de cerimônias apresentando os instrumentos, sobre o que direi mais adiante - mexeu com a cabeça de 11 entre 10 amantes do rock'n roll.
mike oldfield, um mocinho inglês que todas as mães de meninas rockeiras, comportadas ou não, queriam como genro apareceu, em 1973, com a banda do eu sozinho e deu um nó nas pernas dos desprevenidos acostumados a alimentar seus corações
progressivos com pink floyd, emerson lake and palmer, genesis, yes ...
autodidata e multinstrumentista não é difícil notar que a guitarra entre seus dedos é tratada com
intimidade de amante . basta presenciar a técnica refinada de dedilhar as cordas, conseguindo extrair uma sonoridade marcante e personificada.
foi assim que mike oldfield rodopiou vitrola a dentro com um álbum debaixo do braço chamado tubular bells,
e enfeitiçou a todos.
a começar pela capa - sou vidrada em capas do rock - o tubular bells é um dos mais bem sucedidos e surpreendentes trabalhos instrumentais da história, que vendeu a bagatela de 16 milhões de cópias e muitas, muitas, muitas mais ...

o tubular bells é um álbum, um lp, um vinil de uma música só, ou seja, faixa 1 do lado a, faixa 2 do lado b. a obra é uma ópera rock instrumental, se é possível nomeá-la assim, gerada em 1970, quando mike oldfield, então com 17 anos, rascunhava idéias pro seu primeiro trabalho.
passados dois anos, num dia de gravação, enquanto esperava kevin ayers e a banda, the whole world - com eles, mike tocava baixo e guitarra - para gravar em abbey road, deu-se a perder tempo e entregou aos instrumentos ali, igualmente parados e mudos à espera, aquele rascunho de 2 anos atrás.
qual um caixeiro viajante saiu vendendo seu peixe, o demo de tubular bells que, àquela altura, ainda era opus one. antes que desanimasse, um tal sr richard branson, proprietário de algumas lojas de discos locais, abrira uma gravadora e contratou o tocador dos tubos, pro bem deles e do resto do mundo.
a primeira metade do disco, ou seja, a faixa 1 da obra, foi gravada em uma semana. a segunda metade, a faixa 2, foi gravada nas noites improdutivas do estúdio, em sessões banhadas a qualquer cerveja inglesa recolhida num boteco das imediações. todos os instrumentos foram tocados por mike oldfield.

mike oldfield, taurino e inglês como pete townsend, nascido na reading inglesa aos 15 de maio daquele 1953 estava, então, com 19 anos quando tudo aconteceu pra nós, simples e extasiados mortais. ouvimos uma mistura de mandolins, guitarra flamenca, base guitar, piano, pouca bateria, sinos tubulares tudo muito bem distribuído, encaixado, sem brechas, num combinado perfeito da música folk celta, do rock com a música erudita, etc e tal, pra não escapar nada, pra não deixar passar despercebida nenhuma nota, nenhuma frase musical ao mais insensível dos ouvidos. tubular bells é uma divina incursão pela música da idade moderna. na obra de mike oldfield os tempos vão rapidamente, de leve a intenso, obedecendo uma belíssima fusão de rítmos, tons e harmonias.






tubular bells, uma suite composta de duas partes, com mais de 20 minutos cada é um fenômeno musical extraído da cabeça de um adolescente, músico autodidata.
anos mais tarde, a composição em sua parte final, foi acrescida de uma gracinha musical do cancioneiro inglês, the sailor's hornpipe, graças ao viv stanshall que introduziu a canção quando do lançamento do boxed.

chegando pra conhecer vivian stanshall, através de alguns de seus amigos e através dele mesmo.
não contente com sua história natural repleta de honrarias, o tubular bells, um álbum, uma música, uma banda ... teve seu trecho inicial utilizado, naquele mesmo ano, como tema do filme the exorcist, do cineasta william friedkin. the exorcist é o primeiro filme de terror nomeado ao oscar de melhor filme - uma estratégia de marketing para divulgar o álbum, nos eua, foi o que levou os interessados à utilização daquele trecho da obra de mike oldfield no filme, com uma ressalva, o músico não foi consultado.

deu-se na gravação original ... inicialmente entitulado opus one, o disco tem seu nome mudado quando mike oldfield ouviu
viv stanshall, músico e ator, já falecido, com sua voz estranha no papel do mestre de cerimônias, ao final do side 1, apresentar um a um os instrumentos, e dizer, chegando a vez dos metais que representam o som dos sinos tubulares: plus tubular bells!!! ... foi o que bastou para a mudança do nome da obra primeira e prima de mike oldfield. vivian stanshall dividia a participação de voz com a irmã de mike, sally oldfield.para ver, ouvir e se encher de felicidade e alegria ...

tubular bells
montreaux, 1981, side 1a, montreaux, 1981, side 1b, montreaux, 1981, side 2 & the end the sailor´s hornpipe.

o tubular bells de mike oldfield é entidade intocável na música do planeta e está entre os 100 maiores discos do reino pop. escrever sobre tubular bells me fez ter a sensação de finito. parece que depois deste texto será impossível produzir outro.
quem me conhece sabe porque em minhas despedidas adoro dizer ... sejamos felizes.

2 comentários:

Helio Jenné disse...

Regina, incluí o Re...Bloggando num meme que publiquei na minha página, na URL http://heliojenne.blogspot.com/2008/06/prmio-dardos.html
Espero que aprecie! Beijão!

Nacir Sales disse...

Regina, este post poderia ser nominado O TUBO DO TEMPO.
Dois achados:
17 anos: nunca e cedo para o muito jovem;
O nome: sinos tubulares, a arte de um induzindo a arte de outro e de todos nós.
Agora compreendi porque seu Blog é "re". Otimo!

 
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