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domingo, julho 27, 2008

jefferson airplane

a estória da jefferson airplane daria um roteiro de filme dirigido por qualquer bom diretor. tarantino, por exemplo, homenagearia o rock'n roll numa saga criada à base de uma profusão de flashbacks, para nos fazer entender aquele entra e sai de excelentes músicos e troca-troca quase eterno de nomes: jefferson airplane, jefferson starship, starship.

além de ser uma das bandas que mais sofreu transformações e, para seu conhecimento, aconselho invadir o
site oficial, foi detentora de alguns pioneirismos de importante valia rockeira: a primeira banda de rock a dar as caras na psicodelia explícita, o primeiro grupo de rock'n roll a participar do monterey jazz festival e a única banda a participar dos 3 festivais mais importantes da época: monterey, woodstock e, ainda em 1969, do fatídico altamont speedway , no qual marty balin, vocalista e um dos fundadores da banda, foi atacado no meio de uma música, por um (in) segurança dos hell's angels, contratados por mick jagger como seguranças do show. o pior que poderia acontecer em altamont, foi a morte de um rapaz de 18 anos.

como já lhes foi dado a entender, as mudanças dentro da jairplane são inúmeras e incluíram as vozes femininas. como tenho uma certa dificuldade de encantamento com tais vozes, quando uma delas me agrada, preciso destilar.
a voz feminina da ja, além de soar com certo ineditismo, diante do domínio masculino das vozes do rock, foi marcada por uma que era muito forte e diferente - grace slick.
assim como meninas rockeiras, comportadas ou não, possuiam mães casamenteiras, garotos rockeiros, comportados e muito mais casadoiros possuiam mães que cantarolavam com
grace slick a qualquer dos seus suspiros.
o conteúdo do link anterior,
grace slick, merece ser esmiuçado em, absolutamente, todas as direções.
oportunamente a moça caberia em qualquer lar do planeta, pois, havia perdido o marido, em 1966, assim que deixou a banda que formara com ele, jerry, e com o irmão darby, para substituir signe toly anderson que se apresentou como uma jairplane pela derradeira vez, no fillmore auditorium, em outubro de 66 posto que constatou, não conseguiria conciliar cantoria com gravidez .
curioso acrescentar que slick resolvera montar uma banda, a the great society, depois de assistir a um show do jefferson airplane.

o rock'n roll tem dessas coisas.

por outro lado, quando escolheram janis joplin a musa de tudo, até daquela morte desorientada, eu fiquei fula da vida.
tentava explicar sobre a força midiática, mas poucos entendiam minhas razões. mesmo assim, muitos concordavam que a slick era uma bela voz do rock psicodélico sessentista.
quando eu pensava em rock, em day two of the woodstock/69, make love, à merda the war - os dois emblemas utópicos daquela festa e, por que não, daquela década inteira - logo me vinha ao pensamento o som do jefferson airplaine, cantado pela voz de grace slick que, apesar de toda implicância que tomava conta desse meu cérebro teimoso, era amiga de janis joplin e manteve-se assim até sua morte.

a slick provocou um certo rebuliço rockeiro e dos melhores diria eu, pois, além de deixar o marido com cara de paisagem, levou consigo na bagagem de separação - alguém já tentou levar um neruda que nunca leu - duas das canções mais importantes do cancioneiro universal, a
white rabbit e a somebody to love, ambas compostas pelo próprio irmão e, a segunda, o maior sucesso da banda do aeroplano de nome jefferson.
slick tem em seu currículo sentimental, um caso de amor com jim morrison.
vejam só, quanto pano pra essa manga cheia de babado!!!

canta junto com a slick, somebody to love em woodstock, em estúdio ou, aqui, com jim carrey, numa imitação ótima, perfeita, cena do the cable guy, um ben stiller de 1996 que, para nosotros, teve a infelicidade de ser traduzido como, o pentelho ... sou plenamente convicta de que o stigma negativo de jim carrey no brasil foi criado, exclusivamente, por obra e graça de tradutores incompetentes.

as letras do jefferson airplaine permanecem atuais apesar de controvérsias. posso provar o que digo lembrando de eskimo blue day, - ao vivo em 1970 - um hino, uma apologia de respeito à natureza. tivessemos nós prestado mais atenção, 40 anos atrás ...
a banda foi por demais associada ao consumo de lsd e maconha - muitos a stigmatizaram exageradamente, talvez, pelo sucesso da white rabbit, porém, sem razão, já que a composição é de darby irmão da slick, para a the great society.
a diversidade de personalidades e comportamentos entre os membros da banda, foi fator importante na criação de temas diversos que iam de baladas apaixonadas a letras fortes, irônicas, inteligentes, algumas contra a humanidade e, não há como negar, até viagens produzidas pelo ácido.
a seriedade da banda, porém, é incontestável, se não pelos excelentes

músicos que passaram por ela, pela belíssima vocalização e inédita musicalidade.
no entanto, a evidente qualidade dos músicos que acarretava uma justa e normal batalha de egos na jefferson airplane, não serviu para mantê-la viva.
qualquer um deles, em qualquer formação, poderia manter uma carreira solo sem medo de errar.
a formação que mais deixou marcada a presença do aeroplano nos anais da nação rockeira foi: grace slick/vocal, marty balin/vocal, spencer dryden/bateria, paul kantner/guitarra, jorma kaukonen/guitarra, jack casady/baixo.
repito, uma vista d'olhos no
site oficial seria de boa serventia.

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