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quarta-feira, agosto 06, 2008

minha experiência chinesa

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a china vista do céu


a china, a cultura chinesa, a arte chinesa, a história da china, a imagem chinesa, o idioma, a escrita, a voz chinesa exercem uma atração antiga sobre o povo lá de casa.
pearl buck, escritora americana, foi a primeira referência, a referência de infância que tenho da china e quem me presenteou com ela foi dona lelo, a mama kity, leitora contumaz dos livros apaixonantes escritos por mme. buck.

nascida aos 26 de junho de 1892, na hillsboro da virgínia ocidental, pearl buck foi uma paixão infantil, que se transformou em inesquecível admiração.
pearl buck passou sua infância na china, pois, era filha de um missionário dedicado a traduzir a bíblia do grego para o chinês. sua mãe e um professor particular chinês estudioso do confucionismo, foram encarregados de sua educação e, por força circunstanciais, foi-lhe ensinado o idioma chinês, antes mesmo do inglês. o reforço de tal aprendizado ficou por conta dos estudos em um internato em xangai, onde permaneceu até 1909.
entremeios foi colaboradora numa associação que refugiava e apoiava prostitutas e escravas sexuais chinesas, viajando depois para os eua para continuar seus estudos em psicologia, na virginia, no randolph-macon woman's college.
voltando à china, deu aulas numa missão presbiteriana quando conheceu o agrônomo john lossing buck, com quem foi viver numa aldeia ao norte daquele país.
viajavam muito pelas aldeias, ele voltado para o ruralismo e ela como sua intérprete, atuando também como professora dos aldeões.
posteriormente mudaram-se para nanquim onde pearl buck dava aulas de literatura inglesa e americana na universidade.
antes de eclodir a guerra civil chinesa, fato que obrigou o casal a mudar para o japão, pearl buck voltou para os eua em busca de auxílio médico para sua filha mais velha que sofria de retardo mental. foi nessa época, por volta de 1924 ou 1926, que ela foi licenciada em literatura pela universidade de cornell.
1930 foi o ano da publicação do seu primeiro romance, east wind: west wind, e em 1931 publicou
the good earth cuja forma literária concilia a prosa em tom bíblico, com a estrutura das narrativas de sagas chinesas, obra valoroza e vencedora do prêmio pulitzer.foi com esta obra apaixonante que eu conheci a escritora e, conseqüentemente, a china na sua intimidade.
em 1937 seu livro vira
filme que, apesar de todas as deficiências cinematográficas foi, anos mais tarde, a feliz oportunidade de ver ilustrada, aquela leitura tão incrível. assistam ao trailer.

coincidências não existem, dizem, mas a autora responsável pela atração que a china exerce sobre mim, morreu no dia 6 de março de 1973, dia em que dona lelo, minha mama kity e a culpada de tudo, completava 48 anos.
pearl buck foi a primeira mulher norte-americana a receber o prêmio nobel. a ela foi dado o de literatura, em 1938.

vale saber que seu livro, the patriot, é uma obra que denuncia sua insatisfação em perceber que é difícil haver cooperação entre povos.

uma alma universal. uma mulher, uma autora, além de seu tempo.
sua maior luta era voltada à melhoria das condições de vida de crianças asiáticas, muitas delas abandonadas e stigmatizadas por serem fruto de desorientadas relações entre homens ocidentais e mulheres asiáticas.

a
música chinesa - leia mais, aqui - assim como o cinema da china, me atrai sobremaneira.




do cinema chinês, foi incrível a experiência de conhecer
jia zhang-ke e passar uma tarde, durante a mostra de cinema de são paulo de 2007, aguardando o momento de assistir ao seu, the world.
são de algumas das obras de zhang yi-mou, o cineasta chinês responsável pela abertura das olimpíadas de pequin, do qual não deixei de ver qualquer obra, os trailers que disponibilizo aqui.


ju dou

raise the red lantern


the road home

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