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quinta-feira, setembro 25, 2008

papa chedid

marcha soldado ... click ... click dans le bleu.


louis chedid nasceu no egito às margens do canal de suez, numa tal cidadezinha chamada ismailia, lá pelos idos de 1948 e, aos 2 anos de idade foi, com sua família, residir na frança ... em paris.

antes de ser reconhecido, em 1978, pela beleza da composição e como chanteur de
chansons populaires, louis chedid, colocou à venda 7 álbuns. maduro e, portanto, capaz de lidar com o sucesso tardio, louis chedid se mostrou um poeta talentoso e um músico especial. suas canções de letras incisivas, cheias de humor descrevem as questões da sociedade moderna. sua arte é o reflexo de uma convivência estimulante que teve com a família, a mãe andrée, escritora e o pai médico.

o coral da escola, les petits chanteurs à la croix de bois, foi sua primeira experiência como cantor e compositor, pois, apaixonou-se pela música e passou a escrever poemas e compôr músicas. seu hobby era encorajado pelo pai e pela mãe que, no início, ajudava-o na composição de algumas letras.


mesmo parecendo óbvio seu talento musical, louis chedid, assim que obteve seu baccalauréat, em 1968, deu outro rumo aos seus estudos. a arte era latente em sua vida e ele foi para a bélgica estudar cinema.

senta que lá vem explicação: a palavra baccalauréat que, na linguagem coloquial francesa - aquela sem normas cultas, susceptível de erros gramaticais, a linguagem utilizada no cotidiano - está reduzida a, le bac ou le bachôt, é uma qualificação acadêmica que os franceses atribuem ao estudante que termina o liceu, o ensino secundário e está prestes a ingressar na faculdade.
o diplome du baccalauréat général, foi napoleão quem criou.

formado, louis chedid, aproveitou sua iniciação no cinema durante o período estudantil e foi trabalhar como editor tornando cada vez maior, o desejo de criar seus próprios filmes de curta metragem. o relativo sucesso alcançado no mundo da imagem, não foi o que bastou para deixá-lo permanecer ali. antes que se desse conta, havia retornado para os braços da música.

deu-se então que, em 1973, trancou-se no estúdio para gravar o álbum que marcaria sua volta às antigas raízes, balbutiements e, mais uma vez fez-se necessária muita vontade e muito empenho para retomar o caminho. a cena musical francesa não estava aberta e o reconhecimento, mais uma vez, foi lento.

uma canção interessante incluída em um álbum de 1975, a regravação de hold up e um vídeo muito bem bolado, causaram um imbroglio na história da música popular francesa. mas não bastava isso, um impacto, fator necessário para colocar louis chedid no roll dos mais escutados, ainda estava por acontecer.

com dois álbuns no mercado musical francês, louis voltou a compôr e, dessa vez, escrevendo músicas para anúncios de tv.

seu gosto em cantar teve que ser deixado de lado em 1976, quando deu a largada na produção do terceiro álbum que, colocado nas vitrolinhas francesas, não causou nenhum ... oh meu d'us!!! por parte dos ouvintes.

o que menos se esperava, aconteceu em seguida. uma única canção, t'as beau pas être beau, tornou-se uma das mais populares canções francesas e a gravação contou com a participação de seus filhos, emile e mathieu chedid, aqui, com sean lennon.

era o que bastava para que a carreira de louis chedid decolasse.

a seguir veio ainsi soit-il, uma homenagem sua ao cinema, uma combinação de música feita cuidadosamente, com letras sutiz, sensíveis e bem humoradas, que às vezes atacam duramente as questões sociais e políticas, estava acabando de se fixar como permanente no gosto e no coração do público.

foram anos e anos de shows, um atrás do outro, inclusive apresentação no l'olympia de paris, em 1982 ... e no final da década de 90, louis chedid se distanciou do cenário do espetáculo.

la chanson française de louis chedid ganhou sangue novo quando, em 2004, o compositor pierre-dominique burgaud lhe trouxe a proposta de comporem juntos um conto infantil, daqueles que agradam às crianças e rejuvenescem os adultos.

chedid sonhara, desde criança criar para elas e aquela seria a chance. foram 9 mêses, nos quais, ele e busgaud deixaram-se levar pela magia dessa criação.

le soldat rose, un conte musical pour les enfants et pour ceux qui le sont restés, conta a estória de um menino, joseph, que desgostoso com o mundo dos adultos, voluntariamente, se esconde na sessão infantil de uma loja de departamentos e, trancado lá, após seu fechamento, passa a conviver com os brinquedos que ganham vida.

este post possue virtudes agradáveis. além de levar aos leitores do rebloggando uma idéia da importância de louis chedid, quer prestar uma homenagem à mais adorável composição de um egípcio transformado em músico francês.
sensível e inteligente lchedid compôs le soldat rose que, quando me foi dada a conhecer, tive certeza do quanto de ternura a música tem o poder de refletir.

ainsi soit-il, canção de louis chedid que narra a vida através de um filme, desde o nascimento até a morte e a adorável exibição de m, mathieu chedid, filho do autor, guitarrista do rock francês, cantando le soldat rose.



Um comentário:

Juan Trasmonte disse...

Que bom é sempre dar uma passada por aqui.
O Mathieu está uma celebridade na França agora.
Tuas indicações, ótimas, como já é costume.
bjs

 
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