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domingo, novembro 23, 2008

el cigala

click ... click en el rojo.



a beleza, maravilhosa - leiam, aí, um substantivo - forte e consistente ou qualquer coisa mais que isto, contida em algumas obras e criadores, acaba num ponto qualquer e não há como buscá-la em outro lugar.
a beleza cantante do flamenco acaba em diego el cigala.
impressionante o estado bruto e atemporal que alia uma voz ao ritmo que es el testamiento de españa, numa conexão inusitada, um tesouro, um legado, a beleza bruta resgatada séculos depois.
uma voz
falando, cantando, me arrebenta. uma voz, pra merecer o meu ouvido, basta que seja arrebatadora, incomparável.
hoje estou acampando aqui pra exaltar a voz incomparável ...
diego el cigala ... el madrileño de la voz que llora, da voz que lamenta, que sofre, ... pra cantar flamenco, tem que saber sofrer.
os arroubos de agressividade se encontram com a ternura dessa voz cigana. tal fusão é definitiva pra dar origem à abundância de sentimentos que fluem por todos os cantos ... dos cabelos até as mãos.



em dezembro, el cigala, diego ramón jiménez salazar, completará 40 anos de pura beleza e da cantoria que me faz chorar e me remete a arroubos inconfessáveis.
ele canta o amor, o abandono, a paixão, o desejo, sua alma salta, vem à tona e a minha explode ...
hubo un lugar, cuba linda.




tenho pensado sobre a vocação "organizatória" de um blog. agrada-me a idéia de posts seriais, pensados sob uma visão de critérios diversos, com afinidades estéticas, geográficas, coincidentes mas, hoje, confesso, não sei como vincular este post aos demais anteriores, também de música, também de vozes, que também me comovem.
paciência. não vou titubear, não vou parar por aqui, por conta de um mero detalhe.
talvez fique melhor se eu disser que é por extrema afeição e que envolve erotismo, muito tesão ...

diego tocava na praça do bairro buenos aires em salamanca, vencia concurso de canto na televisão, e ia dando formato àquela voz.
passavam os anos e a ele iam se juntando músicos importantes até que, em 2001, com o disco corren tiempos de alegría, tendo a seu lado convidados especiais, como bebo valdez, ele subiu ao grammy latino, para receber a premiação de melhor disco flamenco.
a seguir, 2002, um álbum com bebo valdez, lagrimas negras, e bebo y cigala discutem, democraticamente, empunhando voz e piano, num encontro universal.
hoje, em 2008, o disco é dos lágrimas, e el cigala bolera pelo caribe, como se fuera una vingança contra a beleza do buena vista social clube.
me basta ... fico por aqui!!!






Um comentário:

Nacir Sales disse...

re, seu trabalho é objeto de indicação no DOMINGO É DIA DE BLOG publicado hoje no Dr. Negociação.

 
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