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domingo, novembro 30, 2008

land art, art in nature, earth art, earthwork

click ... click nos pretinhos básicos é informação das boas.

um dos mais inusitados fenômenos artísticos, por vezes exagerados e grandiosos, dos quais se tem notícia, é a land art, a manifestação artística do final da década de 1960, que apresenta algumas obras magnificamente colossais e ousadas, e outras nem tão colossais mas igualmente ousadas ou, ainda, algumas que não passam de projetos pelo tamanho, e/ou pela impossibilidade de serem executadas.

o inusitado na land art, earth art ou earthwork fica por conta da integração do ambiente
natural, por vezes trabalhado para sua composição. trabalhar em contato com a natureza é um apelo importante pra tornar perfeita a execução deste tipo de arte.
os
artistas da terra, transformam o ambiente para a construção da sua obra com a ajuda de enormes tratores e escavadeiras. furam a terra, criam declíves e aclíves. a arte ao ar livre fazendo uso da narureza misturando-se a ela, e utilizando variados fenômenos naturais, e a paisagem constituída como material para sua obra. são infinitas e reais as locações externas contidas na natureza, e o objetivo da land art é usá-las para sua confecção.
a erosão, a chuva, tudo é aproveitado e as fotografias que assinam a obra servem, principalmente, como registro da fragilidade da natureza e são uma forma de mantê-la intacta, mesmo depois da sua deterioração.


a fotografia age como registro da obra, que só terá cumprido seu real objetivo depois de demolida ou destruída, como é o caso da extraordinária obra que o escultor holandês, lucien den arend projetou em 1985: uma placa gigante e vermelha, de aço, plantada sobre um aterro e que foi demolida nos anos 1990. a obra foi uma homenagem ao artista soviético lazar markovich lissitzky.

o que levou os artistas dos usa a idealizarem esta nova forma de locação, ou seja, o ambiente externo, a terra, para exibir suas inspiradas e exageradas parafernálias, e dar asas mais poderosas à sua inspiração exacerbada, foi a intolerância aos limitados halls das galerias e à monotonia.
a ecologia despertando interesses antes ignorados, a massificação da cultura, a desmotivação por conta da tecnologia e industrialização cultural foram motivos suficientes pra desencaminhar os artistas estadunienses, levando-os a estabelecer aquele conceito mais natural, mais humano menos sofisticado ou entregue a padrões elitistas e consumistas de arte.
trazer o público pra perto do artista, já que ele e sua obra estariam juntos facilitando sua compreensão. as obras de arte das galerias não atendiam a esta necessidade do artista.

a land art tirou a arte das paredes das galerias e das prateleiras dos ateliers, para expô-la no deserto do estado de utah, nevada, novo méxico e suas cercanias, nas montanhas, nas extensas e verdes planícies, lá dos usa.
a land art é a força de um conceito que adquire forma e, um bom exemplo disto é
a
spiral jetty. a obra de robert smithson foi construída no great salt lake, nos usa. vejam, aqui, um detalhe, aqui, outro detalhe, aqui, mais um detalhe.

muitas das obras da land art, a vista não alcança e não têm preço. a impossibilidade de cotação da obra, é um dos objetivos alcançados pelos artistas da land art.
a propósito, quem levaria pra casa a running fence, as cortinas, obra incrível de christo e jeanne-claude???

enfim, a arte da terra não representa o ambiente onde está instalada, ela se funde a ele, ela se mistura à paisagem do deserto, da montanha, da planície, da colina ...
os artistas da land art ...
michael heizer, daniela bertol, aqui e aqui projetam e constroem peças belíssimas.
o escultor americano dos usa, walter de maria, construiu um dos mais fenomenais projetos da land art. o campo de forças, construído no novo méxico, em planície semidesértica, de 71 a 77, é composta por 400 estacas de aço de 2 polegadas e 7 metros de altura cada uma, geometricamente colocadas em uma área de 1 kilometro quadrado a ponto de atrair os raios, pois, a região é testemunha de muitas tempestades. aos visitantes é possível ver e caminhar dentro da escultura, entre as estacas e sentir a beleza da visão que ela proporciona a cada mudança de tempo, a cada tempestade, a cada pôr ou nascer do sol.

na década de 1990, alguns artistas plásticos, sensíveis às necessidades da floresta, foram convidados a passar longo tempo no condado de kent, na inglaterra. o convite visava mantê-los junto à kings wood e, em contrapartida, lhes foi proposto produzir obras de arte com os recursos naturais dos quais dispunham ...
enfim, a land art, um movimento sessentista criado para que as obras de arte pousassem na terra e se integrassem a ela, é o resultado da sensação muito comum ao ser humano ... o saco cheio.

que fique bem claro, não existiu época mais propensa a este fenômeno, do que a década de 1960.
lá houveram soutiens queimados, saias que mostravam tudo que houvesse acima do joelho, pílula anticoncepcional, the beach boys, the beatles, cílios postiços, cabelos compridos, woodstock, o amor livre, a cuba libre e mais um punhado de resmungações, sobre as quais estarei dissertando, sempre que se fizer necessário.


click ... click na imagem para capturar um wallpaper
as imagens foram colhidas dos sites espalhados pelo texto.


5 comentários:

Berê disse...

Uau Requeri! Demais sua pesquisa! Eliminou também as minhas questões complementando o assunto. Valeu!

Bjs

http://blogdaberenice.blogspot.com/

bloguedomonstro disse...

Precisamos de contato com a terra. Não raros são as boas recordações de nossa infância ao brincar esparramados no chão, sujos de terra!
Esse toque de nostalgia só nos é proporcionado pela proximidade com as coisas naturais, bucólicas.
E nós que buscamos tanto os benefícios da civilização e da tecnologia...
Tal contraste só vem a valorizar nossa natureza de "bicho do mato". Isso posto, à medida que adquirimos bens e conforto que só os tempos atuais proporcionam, mais desejamos um "simples" recanto com cheiro de saudade.

Monstro

Rafael Avelino disse...

Sensacional seu blog conheci hoje e gostei muito e fiquei honrado em saber que você acompanha meu modesto blog! muito obrigado e vou seguir seu blog e acompanhar de hoje em diante e não to achando para assinar por email seu blog.

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