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sábado, novembro 08, 2008

ritchie, mais que um gringo, um gringo brasileiro

click ... click no verde.


ritchie estava professor de inglês, quando seus colegas foram, às pressas, a uma loja de motos, localizada ao lado da escola, comprar-lhe, com o dinheiro arrecadado em uma vaquinha, uma jaqueta de couro ... afinal, o colega tocava rock, seu primeiro lp, voo de coração estava nas lojas e ele estava prestes a ficar famoso ...
tal posição não era percebida, apenas, pela quantidade de garotas plantadas à porta da escola mas, pelos convites das tvs que ele nunca sonhara em receber e, para os quais, não estava preparado.

ritchie é inglês e fruto musical dos corais protestantes na inglaterra, precurssor do rock no brasil, através da banda scaladacida, a primeira banda que formou em são paulo, em 1972 - cantando, tocando percussão e flauta, com fábio gasparini nas guitarras, sérgio kaffa no baixo e azael rodrigues na bateria - e do vimana, com lobão e lulu santos. antes da jaqueta de couro, as músicas do seu primeiro lp haviam sido rechassadas pelas gravadoras. enfim, estava começando a ser traçada a vida do músico inglês que, um dia, escolheu ser um gringo brasileiro - a primeira vez que usei esta expressão, foi pra fazer referência ao meu amigo, o detentor do privilégio,
juan trasmonte.

hoje ele é ritchie, músico e web design, construiu seu próprio
site e não gosta de rotular suas músicas com a marca do gênero, seja ele qual for, elas são, simplesmente, músicas do ritchie.
desde o lançamento do primogênito disco, a canção título foi uma das mais tocadas durante o que restava do século XX.

o empenho dele em falar corretamente o português é uma fascinação que me faz fã de cadeira na coxia - na gravação do disco, com salamaleques técnicos, nunca dantes vistos por aqui, bernardo leone, seu guapo e constante parceiro, recebeu ordens inglesas: fique aí na minha frente e me ajude a controlar o sotaque. assim foi feito.
naquele tempo, o rock brasileiro, feito por brasileiros e entoado por nativos cantores, começava dominar as paradas ... rpm, barão, lobão e mais um outro tanto deles, de citação indispensável. nessa onda, voo de coração, a canção, superou as daquele que dizem ser o rei.


este ano que nos finda apressado, comemora os 25 anos de voo de coração e vocês merecem uma audição completa do disco. basta dar play na caixinha do deezer. minha preferida, se interessar pra alguém ... a vida tem dessas coisas.
minha homenagem ao rock brasileiro, que tinha sido esquecido lá pelos idos dos 90 do XX, mas que no XXI está tomando um bonde junto com a música pop e brasileira pra festejar e melhorar nossa alegria.


imagem em ufmg.com

5 comentários:

victor disse...

Pode ter a certeza que meu final de domingo será mais feliz depois de tanto carinho. Um bj amiga e fica com Deus.

Dadinho disse...

Obrigado colega... Adorei o seu tbm!
Visual sóbrio, muito bonito e confortável pra ler :P
Tá de parabéns! Bjos,
bom começo de semana!

Regina Bolico disse...

Oi Re!
Lendo esse artigo sobre i Richie, me deu uma saudade. Eu era apaixonada por ele, que gato. Também ficava fascinada em como aquele inglês cantava sem sotaque. Adorava menina veneno.
Morri de inveja do teu blog, ele é muito lindo!
Um abraço.

Juan Trasmonte disse...

Re, você é fogo! "Minha homenagem ao rock brasileiro" é com um gringo?? rssss
Tudo bem, os ingleses aperfeiçoaram o rock que os americanos inventaram.
Viva Ritchie!!
bjos

Roberta Granada disse...

Oi, me desculpa, mas eu li o seu comentário sobre o meu comentário no post, a idiota q vc se referiu sou eu, desculpa, eu naum tenho nada contra vc, pq vc haveria de ter contra mim, ainda mais por um comentário q eu fiz,me desculpa se foi confusão,o q tenho quase certeza q sim ,pois vc naum me conhece para me chamar de idiota e é muito dificil vc poder me julgar por um comentário.

 
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