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quarta-feira, dezembro 10, 2008

covers ... merecem respeito

click ... click em tudo da cor que eu não sei o nome ...

dr hook ... próxima atração do rebloggando ...
the cover of the rolling stones ... adorável insano!!!





o sgt. peppers lonely hearts club band veio à luz em 1967. todos que estavam lá presenciaram.
naquele álbum, as músicas, assim como a capa, em iguais proporções, criaram caraminholas extraordinárias nas cabecinhas de todos nós.
o apelo gráfico daquela imagem,
imitada pra sempre e comparada à marilyn de wharol, fora esboçada por paul e efetivada por peter blake, owner do movimento pop art. a capa, fosse pelo colorido, fosse pela maluquice de juntar gente que nunca alguém ousara juntar antes, mexeu com os brios de todos. a capa com mais covers das quais se tem notícia.
impactantes foram, a arte da capa e a beleza das canções admiráveis, as faixas intimamente ligadas, um encarte com as letras das músicas, outro encarte de papelão com figuras recortáveis, um protetor colorido pro vinil. a mais fenomenal de todas as décadas, a década de 60 e seus ocupantes, era despojada de qualquer malícia.
nos que nos cabia, a grana era curtíssima e não dava pra comprar um álbum daqueles. sendo assim, nos contentávamos em passar horas dentro de uma loja de discos, admirando a mais incrível arte rockeira de todos os tempos.

nas lojas, os vendedores não se importavam se alguém, encostado numa prateleira, copiava, disfarçadamente, as letras das músicas contidas no encarte do primeiro álbum da estória da música, com tal aderesso.
a capa, o disco, as músicas, tudo, influenciou e influencia músicos e artistas gráficos do mundo todo.
a geração mp3, jamais entenderá uma estória assim ... um disco cultuado, nas mesmas proporções, pelas músicas, por um encarte contendo as letras, pela capa ...
... e a boneca vestindo uma camiseta com a frase welcome the rolling stones???


aquela estampa foi um dos detalhes mais curiosos. deu pano pra manga de muita camiseta e, principalmente, gerou uma resposta músico/psicodélica, dos stones no álbum de 1968, their satanic majesties request.
a arte da capa dos stones tentou chegar perto, e fotos dos quatro de liverpool foram espalhadas pela sua superfície, mais ainda, as de harrison e lennon. isto embaraçou os fãs que acreditavam numa declarada rivalidade.
do estrondo daquele barulho em cima do sgt peppers, sobrou um pouco pra nós, e a tropicália, através da capa do
panis et circenses, de 1968, mostrou até onde alcança uma boa influência ... aqui, ouça o disco.

no rock, quase toda banda de sucesso iniciou sua estória, como cover de alguma outra. imprescindível, para se firmar no palco do mundo, que as bandas passem pela fase da imitação.
bee gees, em começo de carreira, cantava como beatles.
os beatles, no famoso disco que a decca se negou a gravar, ainda praticavam o cover da sobrevivência. pra caixinha do deezer/covers, escolhi besame mucho e memphis.





os próprios beatles, por outro lado, regravaram alguns sucessos alheios. eles fizeram isto, por exemplo, com clássicos do rock americano, para apresentá-los aos ingleses.

um blog seria pouco pra destrinchar sobre covers.


the flower kings, a banda que eu chamaria pra cantar no meu aniversário hoje, começou em 1993, apoiando o guitarrista roine stolt, permaneceu com ele depois dos shows e, até hoje, é a verissimilhança do yes, supertramp, elo I. eles não se envergonham.

uma idéia se insinuava pra mim naquela fase preciosista, um tanto sem credibilidade ... cover é prova de incompetência.
troquei a intransigência pela credibilidade e, se quem imita se mantém é porque não é incompetente, não passa de um admirador valoroso num caminho que ele vai saber trilhar com dignidade.

admiráveis os que reinventam, com inspiração, e recriam uma obra de cara diferente. o grupo barroco les boréades, de montréal, gravou músicas dos beatles deixando-as muito diferentes do original.
here comes the sun, com richie havens, é um cover competentíssimo, e
ocupa o ponto top do ranking de covers da minha coleção, ao lado da my way com sid vicious.

a big daddy com seu cover do sgt peppers lonely hearts club band é um caso à parte. o disco foi inteiramente gravado sob a fórmula dos arranjos e vozes do rock dos fifties/sixties e eu destaco, chorando de emoção, a day in the life ... há quem duvide que não seja buddy holly. emocionante!!!

... e a capa, então??? ah!!! a capa do sgt peppers by big daddy, não foge à regra.

a big daddy é a vitrine de um espetáculo transformador. músicas atuais, na versão dos graciosos sucessos dos anos 50/60 ... o resultado do cover perfeito.
não apenas com os beatles eles se atreveram tanto, pois, tornaram-se especialistas em covers, pra lá de originais, ao estilo rockabilly e do jeito dos que cantavam em meados do século passado.

de sua discografia, alguns dos destaques são, welcome to the jungle ou like a virgin, i still haven't found what i'm looking for, ebony & ivory ...

ouçam, na caixinha do deezer, o sgt peppers do big daddy ... perfeito





2 comentários:

André L. Soares disse...

Requeri, bom dia!

Gostei tanto do seu comentário no Dihitt, que vim conhecer seu blog.
Tudo aqui é muito interessante, mas como estou sem tempo, li na íntegra apenas essa postagem sobre rock; que é também um de meus assuntos preferidos.

Você lembrou bem: houve um tempo em que um disco era tudo. Hoje é qualquer coisa de vulgaridade. Mas eu devorava um disco – quando conseguia comprar um. A capa, o encarte, o selo – até isso eu lia, acredita?

Ah, e os encartes? Eu devorava todas as letras. Em discos de MPB eu aprendia tudo. Se fosse em inglês eu repetia até aprender; mesmo não sabendo todo o significado.

Alguns discos de rock traziam informações sem importância, como a marca da baqueta do baterista do Saxon no show ‘tal’, ‘sei-lá-onde’. Mas a gente tinha uma certa pureza, e uma carência material que nos fazia valorizar tudo aquilo que era novidade.

Eu comecei a ouvir Beatles pela música ‘Let it be’. Sei, era um clichê, talvez. Mas a partir daí, fiz a estrada inversa e fui ouvir todas as demais canções. Ainda hoje adoro ouvir.

A música hoje é melhor, do ponto de vista técnico: qualidade de gravação, afinação de instrumentos, essas coisas. Mas perdeu em essência. Foi enquadrada em moldes de marketing. Basta um nome fácil de memorizar, uma mulher gostosa na capa, sentada ao lado do vocalista, sobre uma motocicleta. E tem-se uma nova banda.

Ah pouco tempo uma amiga me disse: ‘- André, você tem que ouvir músicas novas’. Ela queria me convencer a ouvir ‘rap’. Eu falei: ‘- Não, me deixa aqui quieto com as velharias do Deep Purple. Tou bem’. Acho que tenho, pelo menos, o direito de envelhecer com dignidade, não é mesmo?

Bom, volto depois para ler mais do seu blog. O chefe já está me olhando atravessado. Sucesso pra você,... hoje e sempre!

Grande abraço.




Obs.: só pra te 'alfinetar' - minha capa preferida em discos de rock é a do 'Rainbow - Ritchie Blackmore's Rainbow', de 1975.

Juan Trasmonte disse...

Lindo, Rê!
Um dos motivos pra eu não renunciar aos discos é a arte gráfica deles, se bem com o CD já ficou um pouquinho manca. Já escrevi várias vezes sobre o assunto, você sabe.
Beijos!

 
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