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sábado, dezembro 27, 2008

the mahavishnu orchestra

click ... click no vermelho.




... se essa coisa de comer capim meditando fazia tocar tanta guitarra, eu estava no caminho certo ... ser rockeira não devia ser completamente ruim ... foi então que eu dei um jeito de entender melhor o jazz.

nos períodos de 1971/1976 e 1984/1987 a mahavishnu orchestra esteve dedilhada por violinos, baterias, teclados, cellos, violas entre fazeres e refazeres envolvendo músicos como, the owner, john mclaughlin/guitarra, billy cobham/bateria, jerry goodman/violino, jan hammer/teclados e rick laird/contrabaixo, na primeira formação e jean-luc-ponty/violino, gayle moran/teclados, ralphe armstrong/baixo e narada michael walden/bateria, na segunda.

a mahavishnu existe, é real. ser mahavishnu é ser virtuoso, saber manter um clima oriental, obscuro e sofisticado impossível de ser encontrado em qualquer outra banda. ser orquestra é saber fazer cinco instrumentos e cindo músicos transformarem-se em vinte ou trinta virtuosos instrumentistas de uma sinfônica, regida por cinco maestros, capazes de tudo.

o álbum de 1972, birds of fire, é um exemplo de música perfeita e está disponível na caixinha do deezer, logo aí ...



john mclaughlin é como um pintor de cores fortes e pinceladas bruscas que prefere tocar aquela guitarra de dois braços em vez de conduzir o pincel valsando sobre alguma tela. seu som é forte, grandioso, apoteótico. os recursos de uma orchestra sinfônica ele soube aproveitar quando, na segunda formação, contou com um agregado da fusion, o maestro michael tilson thomas.

a orchestra master da musicalidade tem este posto por ser a minha ligação mais íntima com o jazz. tem a coisa do ouvir fácil. o rock é de ouvir fácil. o jazz não é de ouvir fácil. pois foi aí que ela me pegou ... a mahavishnu eu ouço fácil.


aos que nunca escutaram aconselho preparar os ouvidos para um dos sons mais fascinantes e repletos de complexidade, prerrogativa de seu criador, mclaughlin, que é fascinado por rítmos e por transformações estruturais dentro da música.
a
mahavishnu orchestra é o que se pode chamar de, a magia do fusion jazz/rock.

em 1971 mclaughlin trocou de vida, largou bebida, drogas e outros afazeres de desocupado e foi se ocupar criando uma banda com nome de orquestra ... mahavishnu quer dizer renascer, renascido, renascimento.


john mclaughlin a criou com nome e ares orientais e, se não fosse suficiente, os títulos dos discos levam adiante aquela tendência. os músicos ele escolheu a dedo, buscando-os sob a referência de uniões anteriores, nos tempos de miles davis.

na mistura virtuosa de jazz e rock'n roll é possível ser notada uma quedinha pro lado do rock progressivo, uma redundância, já que a influência do rock que sustenta pink floyd, jethro tull, focus, ... está contida na música clássica e no jazz. a mahavishnu possue o swing do jazz, o rítmo do rock, a improvisação de ambos dadas as devidas proporções temáticas, e a misteriosa e arredondada sonoridade oriental.

quando a mahavishnu tocou pra mim, o george harrison já havia me ensinado que músico bom, era aquele que deixava aflorar seu lado beato hindu. então eu acreditei, sem titubear, que comer capim meditando, faz tocar guitarra direitinho, e que eu continuo indo pelo caminho certo ... ser rockeira não é um dado completamente fora de propósito.




"para mim a vida e a música são só uma questão de estilo."
miles davis

2 comentários:

JoFlavio disse...

Mahavishnu John McLaughlin é antes de tudo muito versátil. Tipo toca qualquer coisa, e bem. Dos músicos ingleses em atividade, acho o mais criativo, arrojado e técnico. Completa 67 anos no próximo dia 04. Cheers!!

Jorge Alberto disse...

Perfeito o seu post. Parabéns!

 
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