visite outros bloggs requeri: assadeira manga chupada

domingo, janeiro 11, 2009

jim capaldi

grandioso o rock é, todo ele, capaz de reinventar a música, reinventar o mundo, reinventar pessoas, atravessou décadas, torna grande quem o faz, toca, canta e invade a vida dos que ouvem.
o rock tem vida própria, transmite, empresta, doa vida além da vida e, mais do que qualquer outro movimento, ele é nobre e empregna a alma de quem ouve, com a linguagem do universo. o rock se doa e se espalha. a obra do rock'n roll asfixia mais do que um susto e eu rejeito qualquer opinião contrária.
à parte qualquer som relativo, se é que existe, à parte o ouvido de cada pessoa o rock'n roll - very choice abreviar a expressão ... muitos o fazem diferente - com seu poder de expansão não pede, não pergunta, exalta, fascina e torna todos nós, importantes cidadãos do mundo.
não raro uma certa tendência cigana, andarilha, leva os rockeiros cantadores e tocadores a adotar outro chão pras suas cantorias, palhetadas e baquetadas. raros são os que escolhem o brasil mas os que o fizeram ou fazem acoplam suas vidas às nossas, casam, adotam tendências musicais, se estabilizam, ou não, referenciam, recebem inspiração ... não esquecendo que digo sobre rock, lembrem-se, o grande pop tem esse poder e me custa devaneios estupendos quando me concentro nele. o meu rock'n roll, pra quem nada é relativo, é uma realização de d'uses.

28 de janeiro de 2005 em londres, em plena juventude de músico, aos 60 anos, morre
jim capaldi, o baterista do traffic de sucessos assim ...
dear mr fantasy e paper sun.

inglês, de descendência italiana, em 1975 casou-se com aninha, uma brasileira, e mantinha uma relação simbiótica com o brasil ... ancorou por aqui até 1980.

quando em 2007,
los hermanos - grupo do marcelo camelo, condutor de composições belíssimas da música brasileira - decidiu dar um tempo, uma parada nos box, todos disseram que não seria pra uma simples troca de pneu. a verdadeira razão seria a gasolina da banda ter acabado na última volta, por tantas dadas com uma certa anna julia na garupa. ouvi dizer, das mesmas bocas lenderas, que eles retornam em 2009. será verdade???
no rock, tudo que é pouco não presta.
desconheciam ou não lembraram, os tais criadores de lendas, que em 2001, a mesma canção encantou os fazedores de rock de outras plagas, atravessou mares e foi gravada por jim capaldi no seu cd, living on the outside.

para tanto, ele escreveu a versão em inglês e chamou george harrison, paul weller, a voz do the jam e ian paice, a bateria do deep purple - maravilha!!! - pra tocar junto.


disse capaldi sobre a escolha de anna julia, para ser a faixa # 3 do seu álbum: "Anna Julia tem uma vibração forte e simples. O estilo, assim como os versos e o refrão, lembram as músicas da primeira fase dos Beatles”.

jim capaldi tocando guitarra, sua banda e os solos da guitarra de george harrison, são a única aparição no vídeo, aqui, apesar dos outros convidados terem atuado na cantoria e na bateria, respectivamente, in off.
george harrison não esteve em sua plenitude física, não mostrou o rosto como deveria, e o que ninguém poderia imaginar, é que aquele seria seu último trabalho profissional, tocando a guitarra que fazia eco e parecia soar das nuvens. ele morreu em novembro daquele mesmo ano e as gravações foram no início de 2001.

portanto, marcelo camelo, capaldi, harrison, paul weller e ian paice estiveram envolvidos com a tal canção, de forma infinitamente superior a qualquer lenda humana.


"É com profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento de Jim Capaldi. Apresentamos, aqui, sinceras condolências à família e aos demais amigos, levando na memória a imagem de um parceiro alegre e realizado. No momento de dor maior, resta a certeza de que o fruto do nosso encontro, bem como o legado de sua vida de trabalho, é, aos ouvidos do mundo todo, eterno."
Marcelo Camelo


a história do rock'n roll mantém jim capaldi na história musical do planeta. steve winwood, dave mason e jim capaldi - steve winwood & jim capaldi - fizeram o traffic ser uma das mais sólidas bandas do rock britânico lá pelos 60/70.
pros que não são do rock e, em relação a steve winwood, não estão conseguindo ligar alhos com bugalhos, sugiro ... ouçam o gajo,
aqui, em clip famoso e canção conhecida.


com o fim do traffic, em 1974, tendo um legado de 11 álbuns cheios de canções inesquecíveis, o capaldi já se derretia pras bandas unilaterais da música solo.
passado alguns anos e outros 11 álbuns depois, bateu a saudade e steve winwood veio tentá-lo com nova parceria.
davam o primeiro passo em direção ao traffic que se juntaria em 1993.
pé na estrada e a andança de cantoria, com direito a uma parada em woodstock praquele com grateful dead, durou 5 meses.

contou mick newton, empresário de steve winwood, à reuters: "Steve está muito chocado. Os dois eram muito próximos e tinham planos de gravar e fazer turnês juntos outra vez. Steve estava rezando para Jim se recuperar da doença."

No dia 21 de janeiro de 2007, o aclamado radialista Bob Harris chamou ao palco da Roundhouse de Londres uma escalação sensacional de artistas que se reuniu para homenagear a vida e a obra do falecido co-fundador do Traffic, Jim Capaldi, um dos mais representativos, e possivelmente um dos mais subestimados, compositores da nossa geração.
A fabulosa banda da Roundhouse se juntou a várias estrelas da música para apresentar seus clássicos preferidos do Traffic e de Jim Capaldi para a platéia ensandecida que lotou o lugar. Cinco vezes vencedor dos prêmios BMI e Ascap por algumas das músicas mais tocadas nos Estados Unidos, Jim trabalhou com muitos outros artistas e foi extremamente bem-sucedido na carreira solo.
Seu trabalho com o Traffic, ao lado de Steve Winwood e Chris Wood, contribui com a carreira da banda, que ganhou sucessivos discos de platina com seus dez álbuns e definiu um novo patamar para outros músicos. Em 2004, o Traffic ingressou no "Hall da Fama do Rock". A renda arrecadada com o show e a venda deste DVD é destinada à Freedom Trust, instituição de apoio a crianças necessitadas no Brasil. Esta incrível apresentação, que já faz parte da história da música, merece ser lembrada.
texto extraído
daqui.

Um comentário:

Berenice disse...

Perfeito e completo Rê, como sempre! Acompanhava timidamente a carreira solo do Jim Capaldi, gostava muito, mas sem me aprofundar. Não sabia que ele era casado com uma brasileira...

 
Template by Mara*
requeri/2010