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quarta-feira, março 11, 2009

o cinema, manoel de oliveira e os 100 anos do melhor

importante: passando olhos sobre a leitura, leia e click ... click no verde.


TERROR-CONCEITO - Ainda no universo marítimo, o autor português de cinema Manoel de Oliveira, em seu último filme, aborda de forma mordaz o terrorismo. "Um Filme Falado" termina em uma catarse da brutalidade sugerida, com um navio europeu explodindo no meio do mar, depois de ter aportado no Marrocos. A cena é montada artesanalmente à base de rudimentos elegantes da linguagem de cinema. Não há brutalidade exposta graficamente, na verdade, aqui, menos é mais.
A obra-prima de Oliveira parece captar aterrorizantemente pavor europeu atualizado. No filme, o autor desenvolve ensaio sobre a comunicação, sobre o olhar geográfico e, basicamente, sobre o estado das coisas. Na verdade, os itens alinham-se.

Em obsoleta viagem de navio, Oliveira nos diz que o mundo contemporâneo, apenas um pouco mais azeitado em pontos específicos, parece-se com o mundo em qualquer outra época.
Em uma outra zona do cinema norte-americano, temos "Clube da Luta", de David Fincher, e "Cecil Bem Demente", de John Waters, dois filmes de expressão e lógica zombeteiras diante do terror. Bombas, sabotagens e reflexões ácidas sobre a cultura de massas regem os dois filmes.


trecho retirado do texto do jornalista, claudio szynkier, breve inventário sobre o cinema do terror, publicado na agência carta maior, em 20/12/2003.



com este texto cumpro alguns dos meus prazeres: dizer sobre cinema, dizer sobre a criação de manoel de oliveira e exibir uma fresta da minha criação. o jornalista e escritor, claudio szynkier, é o meu porrinha, delicioso, sabido, encantador, ...

um filme falado é a
obra primeira de manoel de oliveira e está descrita, ali, sob a exuberância das palavras do jornalista.
"... o autor desenvolve ensaio sobre a comunicação ..." - a delicadeza do diretor português, criou uma das mais incríveis e imaginativas cenas do cinema mundial na qual cinco pessoas, de nacionalidades diferentes, conversam, cada uma utilizando seu idioma, num entendimento invejável. a harmonia e o entendimento representados na cena do jantar com o comandante do navio, vivido por,
john malkovich, é parte do filme que eu assisti na pré-estréia, numa sala de cinema com outras 8 pessoas, porque,
manoel de oliveira é especial e poucos no brasil o conhecem mas os que sabem dele, sentem-se plenos.
os vídeos mostram, o trailer do filme, um filme falado, e o que escolhi para demonstrar, em reconhecimento à participação de
manoel de oliveira no enriquecimento intelectual do povo aqui de casa.





em 2008, ao completar 100 anos, manoel de oliveira, virou nome de um vinho do porto produzido em sua quinta.


"Cresci ao longo de um século com o cinema, e hoje sei que foi o cinema que me fez crescer. Obrigado a todos, e viva o cinema!". (manoel de oliveira, cannes, 2008)


2 comentários:

Mikasmi disse...

Belissimo texto. Parabéns à Ré e ao Claudio Szynkier pela notícia e pelo bom gosto cinematográfico. Manoel Oliveira, meu conterrâneo e pai de amigos meus, com cem anos feitos está em perfeitas condições para prosseguir o seu maravilhoso trabalho. Premiado várias vezes nos festivais de Veneza e Cannes, o seu estilo integra-se dentro das vanguardas europeias. De todos os filmes que vi os que mais me disseram foram “Amor de Perdição” “Francisca” e “Vale Abraão” os meus preferidos.

Abraços

requeri disse...

obrigada mi ... beijo.

 
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