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segunda-feira, abril 06, 2009

jim croce, a herança






um dia, o cancioneiro popular mundial conheceu uma voz muito especial, com jeito calmo, vinda da philadelphia mas que, em 1973, um acidente de avião matou deixando, boquiabertos, todos que se acostumaram a ouvi-la.
uma das mais sofridas perdas que as almas dos amantes da música rockeira vão armazenar para sempre.
no dia 20 de setembro de 1973, aos 30 anos de idade, morre james joseph croce - jim croce - num acidente de avião perto de natchitoches, louisiana, o mesmo que também vitimou outras cinco pessoas, entre as quais seu produtor, dominick cortese, o seu guitarrista maury muehlein e george stevens, o comediante que abriria o concerto daquela temporada. o avião chocou com uma árvore, após decolar, pois, não conseguira altitude suficiente.



life and times, 1973; i got a name, 1973; you don't mess around with jim, 1972; croce, 1969; facets, 1966.




arranjador, pianista, guitarrista, compositor, cantor ... de canções memoráveis e inesquecíveis, jim croce era um homem comum e se fez um artista comum, sem exercer uma personagem. ele era assim, homem, marido, pai e músico, honesto e competente.
jim croce musicou o mundo desde os primeiros anos de faculdade criando muitas bandas, tocando em bares e clubes da philadelphia.
um dia, rumou com seu amigo tommy oeste, para new york, e gravou um disco.
casado com ingrid croce e morando numa fazenda em lyndel/pa, os dois cantaram, gravaram jim croce & ingrid, venderam pouco disco mas, em 1972 foi notado pela abc/dunhill e gravou o lp, you don't mess around with jim.
jim croce & ingrid passou batido, e só foi reconhecido após sua morte, assim como a maioria de sua obra.

na literatura e na tv, ele foi lembrado por stephen king. o seriado estadunidense de 2006,
nightmares and dreamscapes, reproduzido pela tnt, no episódio shok rock you know they got a hell of a band, que conta o caso daquele casal que viaja e encontra astros do rock que morreram ... coisas do master of macabre.

a morte de jim croce abriu uma fenda profunda na música. a maioria das pessoas, mesmo aquelas que não perdem uma nota rockeira, não sabem, por exemplo, que bad, bad leroy brown inspirou freddy mercury a criar bring back that leroy brown.



a morte de jim croce abriu uma fenda profunda na música, sim, mas a maioria das pessoas, amante de música, do rock e do jazz, não sabe, enfim, que uma herança de valor inestimável foi deixada e que seu filho, adrien james croce - aquele garotinho de 3 ou 4 anos, que aparece na capa de um certo disco, his greatest hits, de 1974 brincando com o chapéu do pai - é um jazzman competentíssimo, parcialmente cego por um tumor cerebral, pianista por consequência daquilo, nada atrelado ao nome do pai, de quem herdou nariz, cabelo, simplicidade, um ou outro trejeito e talento.
os pouquíssimos 30 anos de jim croce não foram em vão e estão resgatados por seu filho, que alimenta sua memória e cria em nossas cabeças, quando escutamos sua criação musical, a ilusão de uma sintonia com a criação renovada de seu pai representada pelo mais autêntico ramo da música do seu país.




a vida me deu a felicidade de conhecer jim croce e de poder resgatar o destino das pessoas que unem através do amor à música. jim croce me emocionou e se acomodou na alma de seu filho propagando frutos maiores que os que ele nos deu e que devem surpreendê-lo, tanto quanto a mim, onde quer que esteja.

a falta do pai e da visão transformaram a vida de adrien james croce na maior, mais inspirada e mais bela herança que um filho poderia receber.

é isso.


3 comentários:

Juan Trasmonte disse...

Re, como sempre, estamos linkados! Esse é um dos meus preferidos. Há tempos que venho barrigando um texto sobre ele. Agora vou deixar passar mais um tempinho porque o teu ficou ótimo!
beijos

requeri disse...

vc é o meu gringo preferido ..... amo vc.

Luciana disse...

Também adoro o Juan, ele é muito legal!
Re, estou passando pra te desejar um ótimo feriado, com muita alegria, descontração, chocolate e uma cervejinha, afinal, ninguém é de ferro...

Beijos!
Lu

 
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