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domingo, agosto 30, 2009

entrelaçada de festivais

o segundo período semestral segue, e com ele a atmosfera dos festivais de cinema, desertos férteis das notáveis cenas, músicas, luzes, personagens ... não sei se gosto mais de cenas ou de música, mas certamente é possível ver/ouvir uma coisa na outra. cada som é uma visão diferente.
luzes, câmeras, ação!!! e o blogg relata os festejados acontecimentos que correspondem ao melhor espírito cênico overseas ... venezia e toronto.
a versão anual número 66 do festival de venezia -
la mostra internazionale d’arte cinematografica - será entre os dias 2 a 12 de setembro de 2009, enquanto a versão 34 do festival de toronto - tiff - acontecerá, de 10 a 19 de setembro, entremeada à veneziana.
o que se tem são cenas iluminadas e musicadas que, dias e dias, seguem com propriedade exibindo-se pra uma galera na moda. são artistas protagonistas de um azeitado sistema de circulação e promoção, baseado, como as cervejas tradicionais, em velhos ingredientes.
ao mito, à eterna e perene juventude criativa que é o cinema, eu acrescento, sem me privar de leviandade, festivais e mostras de cinema são o trem da melhor arte cênica/musical. propriedade musical e pertencimento a uma linhagem convencional podem, muito bem, se fundir em uma referência artística consistente que vira imagem, e vira música, e vira imagem, e vira musica ...
o sabor equivale ao daquele almoço de festa, com a melhor sobremesa.
veneza reserva um pequeno naco de sua performance ao cinema daqui, desta américa cônica.
das mais insinuantes idéias, é aquela que me atira nos braços do cinema brasileiro. cuido bem do cinema brasileiro.
mesmo não concorrendo ao leão de ouro, o brasil desfilará dentro de uma gôndola sobre as águas misteriosas da cidade italiana.
insolação, dirigido por daniela thomas - a filha do ziraldo - e por felipe hirsch, e viajo porque preciso, volto porque te amo, de marcelo gomes e karïm aïnouz, serão parte da programação oficial da 66ª mostra de veneza.
o primeiro declina sobre a solidão que indivíduos comuns enfrentam nas grandes metrópoles.
o segundo conta a história de josé renato, geólogo de 35 anos, que sai viajando pelo sertão nordestino, para avaliar o provável caminho que seguirá um canal a ser construído a partir do desvio das águas fartas de um rio da região. saudade, desamparo, solidão e consequente desejo de voltar pra casa, são as sensações às quais se expõe a personagem.
a itália leva mais de 20 filmes mas são os americanos dos usa, que competem pra valer.
em venezia será possível escutar murmúrios sobre werner herzog -
nosferatu/1979 - michael moore, todd solondz, tom ford, fatih akin, patrice chéreau, shinya tsukamoto, pou-soi cheang, steven sodebergh - the informant!, assim mesmo, com exclamação - oliver stone, daniel sánchez arévalo e george lucas, que nunca havia estado no festival de veneza, e entregará o prêmio a john lasseter, outrora, integrante da equipe de gráficos da lucasfilm.
ainda em veneza, um painel moderado pelo crítico peter cowie, homenageará akira koruzawa que completaria 100 anos em 2010.

conheça os filmes da mostra competitiva em venezia, através da relação fornecida pelo portal uol.

Baaria, de Giuseppe Tornatore (Itália)
Soul Kitchen, de Faith Akin (Alemanha)
La Doppia Ora, de Giuseppe Capotondi (Itália)
Accident, de Cheang Pou-Soi (China/Hong kong)
Persecution, de Patrice Chereau (França)
Lo Spazio Bianco, de Françasca Comencini (Itália)
White Material, de Claire Denis (França)
Mr. Nobody, de Jaco van Dormael (França)
A Single Man, de Tom Ford (EUA)
Lourdes, de Jessica Hausner (Áustria)
Bad Lieuttenant: Port of Call New Orleans, de Werner Herzog (EUA)
The Road, de John Hillcoat (EUA)
Between Two Worlds, de Vimukhi Jayasundra (Sri Lanka)
The Traveler, de Ahmed Maher (Egito)
Lebanon, de Samuel Maoz (Israel)
Capitalism: A Love Story, de Michael Moore (EUA)
Woman without Men, de Shirin Neshat (Alemanha)
Il Grande Sogno, de Michele Placido (Italia)
36 vues du Pic Saint Loup, de Jacques Rivette (França)
Survival of The Dead, de George Romero (EUA)
Life During Wartime, de Todd Solondz (EUA)
Tetsuo The Bullet Man, de Shinya Tsukamoto (Japão)
Prince of Tears, de Yonfan (Hong Kong)


se grandes filmes, como os realizados ao longo de décadas inteiras, diante dos olhares de fãs perplexos, continuarem a existir e a nos rodear, com o que há de bom e bizarro, conseguindo extrair uma palavra ... zeuhl!!! - que significa celestial na língua particular de uma certa banda, a magma, aqui e aqui, de christian vander - dormiremos eternamente tranquilos, e teremos garantida a manutenção da saúde de nossas mentes e corpos.

é isso.

4 comentários:

Matheus Benassuly disse...

Acho interessante essa mostra ter apenas uns cinco filmes dos EUA. Será que isso é reflexo direto da falta de criatividade dos americanos quando a onda é fazer filme alternativos?
Ou será completo desinteresse de produzir filmes com viés reflexivo?

Isso corrobora a raiva que muitos tem do modus operandis de hollywood...

muito legal teu blog!
Posso te linkar no meu?

aquele abraCo!

Daniela Figueiredo disse...

Amo cinema, e o europeu me agrada bastante, assim como essa nova leva de filmes brasileiros. Investir em cultura é fundamental, é despertar a criatividade, é valorizar. Aqui no RS tem o Festival de Cinema de Gramado, todo ano, vários se inscrevem para concorrer ao Quikito! É o nosso Oscar. Já anotei o nome de alguns filmes para assistir depois. Beijos, agora vou indo que tenho que trabalhar! O Rebloggando prende a gente...

Cris disse...

Os filmes alternativos, tem uma alma diferente dos que tem uma proposta popular. Eles acabam tendo um público certo que vivencia as cenas mostradas na tela, sem a preocupação dos longos vestidos de festa.

Beijocas

Susana disse...

Olá amiga!

Um boa sugestão para quem gosta tanto de cinema, como eu! Pena é não ter muito tempo...quem sabe quando os meus pequenotes crescerem!
Obrigada pela tua presença nas aldeias históricas de portugal.

Bjs Susana

 
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