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quinta-feira, abril 08, 2010

a verdade de um equívoco

uma das mais belas músicas doadas à humanidade, e um dos maiores equívocos que a web encerra, é a canon em ré maior - aqui - composta perto de 1680, pelo músico alemão, johann pachelbel.
reiteração, esclarecimento e reconhecimento: esta composição não pertence a wolfgang amadeus mozart ou johann sebastian bach, para sitar dois dos compositores aos quais se atribui sua autoria. pertence ao alemão, johann pachelbel.

pra quem a música clássica é velha, chata, monótona, experimente ler/ver o que vai pelo blogg a partir de agora. em 2010, uma chance para uma canção barroca do século XVII se expor e demonstrar o quanto é universal, atemporal e, sem exageros, fundamental na vida de todos.

o canon, originalmente nomeado como kanon und gigue in d-dur für drei violinen und basso continuo ou, popularmente conhecido como canon e giga em ré maior para três violinos e violoncelo, é a obra mais conhecida da música barroca alemã.
originalmente uma música de câmara para três violinos e violoncelo ela foi/é tocada por instrumentos variados e orquestras, chegando a ser tema de filmes e, até, utilizada em casamentos por sua doçura e suavidade.
a graça dessa peça musical está contida nas repetições feitas para 3 violinos e um violoncelo contínuo, ou seja, o 1º violino ou primeira voz, inicia a melodia, e os outros instrumentos entram tocando novamente a mesma melodia já tocada pelos demais criando um som harmonicamente sobreposto, que vai se tornando complexo a partir do meio da música, quando as variações vão se ficando mais complexas para, em seu final, voltar gradualmente à estrutura menos complexa.

o canon é a obra que mais ganhou variações e versões na história da música.
na década de setenta, tornou-se um objeto cultural conhecido universalmente deixando de ser, somente, uma obra de música barroca.
ela foi popularizada em grande escala quando houve a publicação de duas gravações da orquestra de câmara jean-françois paillard e outra da orquestra de câmara de stuttgart, adaptada e dirigida por karl münchinger e considerada, ainda hoje, como uma das melhores gravações da música.

nota: o canon foi musicalmente adaptado pela primeira vez numa canção pop, em 1968 pelo grupo espanhol, pop tops. a canção, "o lord, why lord?" -
veja e ouça, aqui - foi, merecidamente, para as paradas de sucesso dos eua e holanda.

8 comentários:

drauziomilagres disse...

Essa música é linda.

Gosto mais da versão original.

Um abraço.

Drauzio Milagres

Carolbio disse...

que lindaaa...
amo essa música...
e os violinos ..maravilhosos...
o segundo violino muito lindo...
parabéns
bjo

requeri disse...

fico contente que tenham gostado .... bj.

Daniel Figueiredo - DANIFIG disse...

Ótimo !!!
Atuo como compositor tb e fico feliz quando alguém lembra de nos dar os devidos créditos por nossas obras pois muitas vezes até os intérpretes são considerados autores ... rs

Agora para descontrair um pouco, eu me lembreido seguinte sketch do Monty Python:

http://www.youtube.com/watch?v=yYMRjnM6j6w

:-)

Cris Travassos disse...

Rê,

É uma pausa no dia. Não há como não parar tudo para ouvir uma música tão envolvente que nos remete a uma experiência transcendental.

Beijocas

Daniela Figueiredo disse...

Linda a música! Adorei. Gosto de alguns clássicos, mas tenho que ter um momento certo para escutá-los. Beijos, Rê, obrigada por me fazer conhecer o Canon!

requeri disse...

daniel e daniela ... ambos figueiredo .... beijo os dois ...

Daniela Figueiredo disse...

Pois o Daniel é o meu xará, é meu "primo" de twitter! Eu o conheci lá, fiquei surpresa de tê-lo visto aqui. Bjocas.

 
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