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sábado, maio 29, 2010

sonoridade universal

olha pra cá!!!

a música, para arthur schopenhauer, é a mais grandiosa, a mais majestosa das artes, e possui um poder especial, por ter um aspecto universalizante que ultrapassa qualquer tipo de individualidade.
o efeito estético da música, é sua principal referência. regras bem determinadas de expressão numérica, dão a ela o poder de ser compreendida por qualquer um. através da música, o homem se liberta do sofrimento, e o som, simples assim, tem este poder já que o prazer e o contentamento, puro, intuitivo, opõem-se à sua vontade, ao seu sofrimento, à sua tristeza.
e eu compartilho com arthur schopenhauer, quando ele revela que a música, em suma, atinge a todos, até aos menos sensíveis.

falando nisso, se eu fosse escolher o som ambiente para a música do meu lugar, eu escolheria a música d'áfrica.
um cantar vasto e variado, dada profusão de notas, harmonias e passos. corrente de fluidez continental expressa através de sentimentos confortantes, confrontantes, prioritários, essenciais, belos e, por vezes, generosamente banais.
a música d'áfrica, faz uma data, alimenta a musicalidade do planeta e lhe sede ritmos, cantos e passos. a música d'áfrica é tribal, é orgânica, é ecumênica, é urbana, é alegre, colorida, cantada, tocada, dançada e, apesar de todos os tempos, é moderna, é caseira e transcendente. é universal e é continental, ecoa sem barreiras, atual, eterna, atemporal, saborosa, um sabor cancionista dessa e de todas as épocas. ela é o passado, o presente e o futuro. o tempo e a vida é que governam o gozo de suas composições, sons e silêncios. e é por conta deles que me sinto desconfortável e encantada, dessituada e desafiada. a música de áfrica acompanha o tempo, acompanha a vida, seus baixos e altos, seus bons, e nem tanto, momentos. sinto inveja dessa beleza que me desorienta, me desordena e me acelera.
e a áfrica é musical na dor, na alegria, na derrota, na vitória, na opressão, na falta de autonomia, no despotismo, na arbitrariedade, em um massacrado soweto - onde fica o mais importante estádio da copa 2010, o
soccer city - no baixo saara, acima do saara, em angola, no impedimento de sua liberdade, na conquista da sua liberdade, ... sempre e sempre!!!

angola

nigéria

south africa

contudo, algo necessariamente suave, concreto e belo exala das brisas vindas d'áfrica.

um desabafo: no brasil, as pessoas não respeitam, não sabem usar a música. raras exceções, de muitos anos pra cá o brasileiro incide no erro. a música, aqui, não consegue protagonizar, obedece regras de publicidade.

em áfrica a música da rua, das casas, da vida das pessoas, é a mesma, desde sempre.

proponho - ainda vou aprender a evitar isto - que vejam as canções, aquilo que me ocorreu, e que representa o mínimo da enormidade musical d'áfrica, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, e mirian makeba com paul simon, antes que o inoportuno youtube, os retire em debandada.



inúmeras são as consequências da crueldade disseminada

história


norman rockwell, é o autor de the problem we all live with - 1964 - retrato do primeiro dia de escola da menina ruby nell bridges, a primeira criança negra a frequentar uma escola com crianças brancas, em new orleans. notem a escolta policial que a acompanha, e as manchas provocadas pelos tomates que, atirados, acertaram a parede.



na melhor das décadas, a de 1960, aconteceu de tudo. o governo dos eua, através da the national association for the advancement of colored people - naacp, garantia o acesso dos negros às escolas de brancos, mas a realidade era outra. ruby nell bridges, aos 6 anos, apresentava ótimo aproveitamento escolar. isso fez com que os bridges fossem comunicados que a menina seria matriculada numa escola tradicional, onde só estudavam crianças brancas.
sob protestos, agentes federais a acompanhavam até a escola.

9 comentários:

Jorge Fortunato disse...

A música como posso viver sem ela? Simplesmente não consigo, não me vejo sem música. Muito belo o seu post. A África nos deu tanta coisa e nos enriqueceu com sua música e sua força. tenho alguns africanos na minha cdteca, mas ainda são pocuos e achoq ue ainda tenho muito a descobrir...
Um beijo e um sábado maravilhoso.
Saudades de Miriam Makeba

Sissym disse...

Rezinha seu post foi magnifico, visitei o post-video que indicava sobre a torcida, muito bacana.

Quanto a este, que dureza deve ter sido para a menininha estudar numa escola de brancos. Felizmente hoje, isso não acontece a grosso modo, mas ainda há. Na escola de minha filha mal consigo lembrar de alguma criança de cor. Eu fico curiosa com isso, quando criança estudei em colegio de irmas e as poucas negras eram normalmente bolsistas e contava-se nos dedos.

Sobre a Nigeria, conheci mes passado uma brasileira que mora lá com marido e 4 filhos. O que ela contou a respeito de como (sobre)viver é terrível de imaginar. Ela vive em otima casa, mas tudo é precario e perigoso. Então, nada melhor do que ouvir de quem mora lá.

Cris Travassos disse...

Rê,

É uma profusão de sons e no entanto, uma harmonia nos invade. De fato, é música para se ouvir em qualquer ocasião, pois ela se espalha no ar e imediatamente se adequa a atividade e ao tempo. Amei.

Beijocas

Daniela Figueiredo disse...

Re, se tu lesse um trecho do livro A Arte de Lidar com as Mulheres, do Arthur Schopenhauer, acredito, pelo pouco que te conheço, que não o elogiaria tanto assim. Um amigo meu leu este livro, e tive a oportunidade de dar uma lida em alguns trechos. Um terror! Acredito que ele tinha uma abominável aversão às mulheres, culpa da mãe, claro, é sempre ela que leva a culpa. Bjos da amiga com pensamentos feministas, mas que nem por isso deixa de ser gente boa.

requeri disse...

dani, já li alguma coisa de aschopenhauer e sei muito bem o que ele pensa das mulheres. ele tinha uma travação enorme com a mãe dele, tadinho. pois bem, o meu texto, este aqui sobre música africana, faz menção a uma opinião dele sobre música, exclusivamente. e olha, tenho uma opinião sobre as pessoas: nem todo mundo é ruim o tempo todo. e neste caso, opinando sobre música, aschopenhauer é brilhante.

Daniela Figueiredo disse...

Re, adorei o post sobre música africana, que adoro por sinal. Mas foi irresistível para mim não falar mal do Schopenhauer! É que me empolguei e esqueci de falar do resto do post. Sabe do que lembrei agora? Daquelas músicas Senegal e Madagascar, dos anos 80, lembra? Mas o que gosto mesmo, são as batucadas! Beijos.

requeri disse...

não lembro dessas músicas que vc diz ... desenha ... rsrsrs ...

Unidos em Cristo disse...

Passeando através de um comentário no dihitt,
Fiquei abismado com a história da garotinha, provavelmente quem atiravam os tomates eram adultos.
* Já tivemos outras cenas de violência da sociedade nas escolas, por causa de religiao, origem e esfera social.

Um abraço

Karol disse...

precisando de mim...estou aqui!! Tenho feito bastante traduçoes ultimamente...

ainda nao recuperei nada dos meus arquivos, nao tem quem conserte aqui em diamantina..vou levar pra montes claros essa semana e deixar la com o tecnico.. um saco..

bjooos

 
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