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domingo, fevereiro 26, 2012

oscar 2012 ... o dia é hoje!!!


todos os atores agradecem à academia. mas quem é "a academia?"

nas nossas tentativas constantes de tentar prever quem vai levar prêmios, deixamos de abordar a
questão central: quem escolhe, e quem fica em primeiro lugar?

um véu de mistério e imponência envolve tudo isso e em um recurso recente, o los angeles times
se encarregou de revelar os segredos da associação peculiar que decide os destinatários dos prêmios mais prestigiados do cinema.
eles descobriram foi uma instituição ultrapassada e arcaica presa em um passado distante. dos 5.765 membros votantes que compõem a academia, 94% são brancos, 77% são do sexo masculino, todos com uma idade média de 62. os eleitores negros, não passam de 2%, e os latinos representam ainda menos do que isso.

acima de tudo, essas estatísticas sombrias dos vencedores escolhidos na noite de domingo podem representar uma visão parcial do que a excelência na indústria do cinema realmente significa.

oscar 2012 ... acadêmicos de hollywood e suas escolhas tendenciosas. se a academia e, conseqüentemente, o oscar, é realmente tendenciosa e preconceituosa é impossível dizer com absoluta certeza.
o que é definitivo é a maneira como os grupos minoritários têm sentido as verdadeiras intenções da academia: um grupo elitista que parece acreditar que os seus interesses prevalecem sobre as dos grupos minoritários.

decepcionante é perceber que a academia não parece inclinada a fazer qualquer coisa para mudar essa concepção pública.
o cinema americano dos usa tem por eras definido sua relação com a elite, e essencialmente turva a linha entre minoria e maioria no mundo da arte cênica estadoniense. no entanto, o fato de que os padrões de excelência neste setor são definidas por um grupo inerentemente tendencioso, só parece minar essa percepção amplamente difundida.

como tal, cabe à academia de artes e ciências cinematográficas se transformar para respeitar as diversidades.

por outro lado:

o oscar é um negócio arriscado e real. ninguém consegue se infiltrar nas mentes dos acadêmicos de hollywood e pensar: qual desses candidatos eles vão escolher para ganhar? regras e tendências nem sempre se aplicam.
o filme com mais nomeações, pode não ser aquele que vai ganhar como melhor filme, como em 2006, quando brokeback mountain foi indicado para a maioria dos prêmios, mas crash levou para casa o grande prêmio.

então, há tendências dentro das categorias de atuação. por exemplo, o ator do personagem que mais se aproxima da vida real tem uma boa chance de ganhar, foi assim com marion cotillard, como edith piaf, em la môme.

mas acontecem surpresas completas, como em 2003, quando daniel day-lewis e jack nicholson disputaram, cabeça-a-cabeça, na categoria de melhor ator, por seus papéis em gangs of new york e about schmidt, respectivamente, e adrien brody levou pra casa estatueta pelo the pianist, de roman polanski.

há também anos em que atores, depois de passarem muito tempo sem ganhar nada, chegam a pensar que ... este é o ano!!! o que nem sempre corresponde à realidade. pergunte a ed harris, que foi nomeado quatro vezes, mas nunca levou uma estatueta pra casa, seja de melhor ator ou de ator coadjuvante. absoluta injustiça.

o oscar, como se pode ver, pode ser tão difícil de prever, quanto um jogo de futebol.

sendo assim, mudo para hollywood, visto-me de acadêmica, e arrisco alguma previsão baseada em escolhas aleatórias, fundamentalmente pessoais, ignorando qualquer categoria:

the artist leia
the descendants leia
hugo leia
tinker tailor soldier spy leia
albert nobbs leia
jodaeiye nader az simin - a separation leia
monsieur lazhar leia
hearat shulayim - footnote leia
in darkness leia
puss in boots - gato de botas leia

é isso.

requeri/regina claudia

2 comentários:

Daniela Figueiredo disse...

Hoje não perderei de assistir ao Oscar! Infelizmente não pude ver todos os filmes indicados, apenas: Meia-noite em Paris, Histórias Cruzadas e A Árvore da Vida (que me fez dormir no meio do filme, mas um dia termino de assisti-lo). Como melhor atriz, aposto na Viola. Gostei também da interpretação da Rooney mara, em Os Homens que não Amavam as Mulheres, mas para mim Lisbeth Salander é a do filme sueco, bem mais a cara da personagem (tenho os livros da trilogia). A Meryl é sempre maravilhosa, o filme que não sei se é bom, a minha mãe me desiludiu de vê-lo quando me disse que era uma chatisse.
Que bom que é o Billy Cristal que irá apresentar, adoro ele!
Beijos, Rê, e que vençam os melhores!

requeri disse...

danyzinha, minha fiel escudeira .... a árvore da vida eu não vi ...

obrigada pela visita. bj.

 
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